Devaneios Alternativos

Por Thiago Sampaio

Arquivo de Junho, 2009

O mundo perde um ícone da música

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

michael_jackson_Nesta última quinta-feira (25), o mundo perdeu, aos 50 anos de idade, o ícone Michael Jackson após sofrer uma parada cardíaca. A essa altura, tudo que é site da internet e programa de televisão que se possa imaginar já veiculou algo sobre os detalhes de sua morte e, principalmente, sua importância à História musical, e teremos o assunto como pauta principal ainda por pelo menos uma semana toda. Mas, pelo valor que este popstar (ele é o único ser humano do sexo masculino digno deste rótulo) representou, não podia deixar de prestar aqui sua homenagem.

Sem muitos alongamentos, Michael representa a imagem da fama, do sucesso que marcou o fim dos anos 80 e se arrastou durante todos os anos 90. Inovou no estilo de fazer música dançante embalada com ritmo frenético e solos viajantes de guitarra; inovou no estilo de dançar (preciso citar um tal de moonwalk?!); de se vestir, e até mesmo de fazer videoclipes, cujo os mesmo eram verdadeiros curtas-metragens durando cerca de 10 minutos de duração e com toda uma trama paranóica como pano de fundo.

Foram mais de 700 milhões de discos vendidos, ficando atrás apenas de Elvis Presley e The Beatles entre os recordistas (mesmo assim, seu “Thriller” é o primeiro da lista dos mais vendidos), muito dinheiro arrecadado e uma influência única no meio. Não é à toa que músicos de renome emprestaram seus serviços de graça compondo riffs em canções que entraram para a história, como Eddie Van Halen (“Beat It”) e Slash (“Black or White”).

caratulas_MICHAEL_JACKSON-THRILLER_Mas também sejamos honestos: não é por que ele se foi, que a mídia deveria torná-lo um santo, enquanto a mesma mostrou todo o seu processo de autodestruição. Por culpa dele próprio, é óbvio, mas o mundo todo acompanhou de perto suas polêmicas. Até de cor mudou; balançou o filho bebê pela janela em frente às câmeras; fez inúmeras plásticas no rosto a ponto de ficar parecido com um macaco do filme “Planeta dos Macacos”; se viu envolvido em denúncias envolvendo pedofilia (nem o já crescido Macauly Culkin escapou da polêmica); teve seu imenso parque batizado “Terra do Nunca” queimado; e morreu deixando uma pilha de dívidas absurdas.

Uma verdade é que toda a legião que o admira (ou admirou), vai sentir falta daquele Michael que não existe há mais de uma década. Este que morreu, já há algum tempo estava no ostracismo e servia apenas de piada para filmes de comédia pastelão e programas humorísticos. Quem sabe com sua morte, agora, finalmente respeitem a sua imagem.

De qualquer forma, é impossível deixar em branco toda a influência daquele menino negro que chamou atenção com uma bela voz no fim dos anos 70 nos Jackson 5 e se transformou no astro branco mais poderoso do mundo. Agora, ele irá se juntar a outros nomes que mudaram o nosso jeito de ouvir música, como Elvis Presley, John Lennon, Janis Joplin, Bob Marley e Jimi Hendrix. Michael, vá com Deus!

Matemos saudade do astro com o clipe de “Black or White”:

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Transformers 2: como um filme diverte mesmo com tantos defeitos

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

transformers-2-poster04Na última terça-feira (23), estreou em todo o Brasil o filme “Transformers: A Vingança dos Derrotados”, com um dia de antecedência da data de estreia mundial. Pois bem, antes mesmo da chegada aqui no Brasil, já surgiam algumas críticas do longa na internet, e simplesmente todas eram negativas. Algumas mais rígidas, e outras mais ponderadas, levantando alguns aspectos positivos. Pois bem, consegui assistir ao filme antes da grande maioria dos brasileiros, em uma sessão “teste de cópia” de um cinema de Fortaleza, e, por mais que esperasse uma bomba, me surpreendi.

O filme está longe de ser uma obra-prima, é recheado de defeitos que chegam a doer, a “história” praticamente não existe, o diretor Michael Bay continua com suas manias irritantes de exagerar em tudo – principalmente nos cortes frenéticos que deixam o espectador tonto – a barulheira é  de ensurdecer, mas…diverte!

Até agora, minha crítica na internet – feita para o site Cinema com Rapadura – foi a primeira que vi a fazer uma avalização positiva. Agora, me perguntem: por que é bom mesmo com tantos defeitos? Convenhamos, estamos tratando de um longa-metragem de ação sobre alienígenas robôs gigantes que se camuflam de veículos. Pode uma premissa tão absurda ser levada a sério a ponto de cobrarem roteiro inteligente com impactos na sociedade?

Cresci brincando com aqueles carrinhos que se transformavam em robôs (por sinal, como era difícil transformá-los, e no cinema isso acontece em 2 segundos), e assistindo ao desenho. A expectativa de ver essa nostalgia transposta com atores reais em 2007, ano de estreia do primeiro filme, era altíssima e foi muito bem concretizada, por mais que aquele filme não tivesse nada demais além dos ótimos efeitos especiais. E o mesmo se repete nessa continuação! Tudo aquilo que permeava os personagens na década de 80, está de volta na continuação, em maior escala, porém sem o fator novidade ao seu favor. A ação continua sendo coisa de louco!

Assisti tentando visar o propósito a que o filme fora feito: divertir aos fãs com muita ação que foge os padrões da realidade, juntamente com a nostalgia (além de arrancar muita grana nas bilheterias, que é o principal). Sendo assim, a diversão foi mais do que garantida. E uma coisa eu garanto: não fui o único a pensar assim. Ao assistir novamente na terça-feira (como já havia ganho o ingresso, não quis desperdiçar…), ouvi muitos gritos de vibração durante a luta na floresta entre Optimus Prime, Megatron e Starscream, e ao final, havia muitos comentários de “que filme show”, ou “muito melhor que o primeiro”. Vale lembrar que era uma seção de 22h, onde só haviam adultos.

Posso até discordar das afirmações de que supera o primeiro, mas para mim, isso comprova que esse tipo de filme existem pois existe público alvo! Perdão aqueles que estufam o peito para dizer que só apreciam “cinema de arte”…

Para conferir a crítica, clique aqui. E clique aqui para conferir a do primeiro filme.

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Banda Steppenwolf está de volta à ativa

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

16Qualquer ser que aprecia o bom rock e muita velocidade, certamente já associou o termo ‘liberdade’ a imagem de um veículo a 120km por hora, ao som de ‘Born to be Wild’. A canção do grupo canadense Steppenwolf, embalou o filme “Sem Destino” (1969), se tornando um clássico do estilo, e a banda virou nostalgia, parando as atividades em 2007. Isso por enquanto, pois, de acordo com o site Whiplash, eles estão de volta ao batente, para a alegria dos roqueiros tradicionais.

Formada em 1967 por John Kay (guitarra e vocal), Goldie McJohn (teclados), Michael Monarch (guitarra), Jerry Edmonton (bateria) e Nick Saint Nicholas (baixo), o Steppenwolf não apenas está de volta à ativa como já anunciaram em seu site ofical uma série de shows nos Estados Unidos.

Tradição é o que não falta ao lendário grupo. Além de emplacar outros clássicos como “Magic Carpet Rider” e “Rock N’ Roll Rebels”, eles foram os responsáveis pela primeira menção do termo “heavy metal” associado a música, no segundo verso da letra de “Born to be Wild” (no trecho “Heavy Metal Thunder…”).

Infelizmente, ainda é cedo para cogitar a vinda dos canadenses ao Brasil. A última passagem deles aqui foi no Brasilia Music Festival em 2007, no que foi o penúltimo show antes da anunciada aposentadoria. Mas, sonhar nunca é demais.

Vamos lá: estamos em tempos em que a cada 10 novas bandas atuais que explodem, apenas uma (com muita boa vontade) escapa demonstrando qualidade. E, vivemos tempos em que “dinossauros do rock” são mais do que louvados. Tanto que em 2008 bandas como AC/DC e Whitesnake lançaram ótimos novos álbuns, o Scorpions está em estúdio gravando um disco com lançamento previsto para 2010, e até relíquias como o Thin Lizzy voltaram às atividades. Por isso, nada mais apropriado do que o ótimo Steppenwolf voltar com força máxima…

Vamos relembrar o Steppenwolf com o clássico-mor “Born to be Wild”:

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Grupo Humorragia se apresenta com Murilo Gun neste final de semana

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

humorragiaNeste sábado e domingo (20 e 21), o Teatro do Humor Cearense tem o prazer de receber novamente o grupo Humorragia, o primeiro de Stand Up do Ceará. A trupe LC Galetto, Glayco Sales e Águedo Sousa (foto) estará novamente reunida, com a companhia especial de ninguém menos que Murilo Gun, pernambucano pioneiro do Stand Up no Nordeste, e sucesso do Domingão do Faustão e dos vídeos do Youtube.

Formado em setembro de 2008, o grupo se apresentou junto com Gun no mesmo Teatro do Humor, mais precisamente nos dias 25 e 26 de outubro do ano passado. Foi o primeiro show oficial do Humorragia. Oficial, pois, como Glayco Sales diz, antes faziam alguns “estágios pelo mundo underground”. Resultado: sucesso absoluto, e o início de um estilo de humor que aos poucos vai ganhando espaço no competitivo cenário cearense, reconhecido em geral como o melhor do Brasil.

De lá para cá, o grupo veio conquistando espaços e até nomes conhecidos nacionalmente vieram para apresentação no Ceará, como foi o caso de Oscar Filho – o “pequeno pônei” do programa CQC – no último dia 24 de abril. Agora, nada melhor do que comemorar a boa fase trazendo de volta Murilo Gun. Mas, como é de se esperar, em um show totalmente diferente, já que no Stand Up nunca uma apresentação é igual a outra.

Para quem não conhece o estilo Stand Up, ele é tradicional nos Estados Unidos desde a década de 70, e vários nomes do humor como Woody Allen (acredite se quiser!), Jim Carrey, Chris Rock, Whoopi Goldberg foram ou ainda são praticantes. A fórmula é simplesmente subir no palco “de cara limpa”, pegar o microfone e falar coisas engraçadas. Nada de pseudônimos, fantasias ou acessórios. Piadas prontas? Nem pensar. O segredo é pegar todas aquelas situações bizarras, inexplicáveis e até revoltantes que presenciamos ao redor no dia a dia, e transformar em piada. Como já dizia o grande escritor Victor Hugo: “É pela ironia que começa a liberdade”.

flyerAs apresentações estão marcadas para iniciar às 21h. O Teatro do Humor Cearense fica na Rua Osvaldo Cruz, 01, Beira Mar (prédio do McDonald’s). Ingressos antecipados: loja Nord West (Shopping Benfica) e portaria do Teatro do Humor. Preços: Inteira R$ 30,00, e Meia R$ 15,00. (qualquer um que imprimir o flyer clicando aqui e apresentar na entrada só paga meia entrada). Mais informações: (85) 9129.7281,  (85) 8605.6961  ou (85) 3281.4803.

E quem quiser conferir mais ainda do grupo Humorragia, eles se apresentam às sextas-feiras, às 21h, no Teatro Chico Anysio (Av. da Universidade, 2175). Mais informações: (85) 3252.3741.

Eu recomendo!

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“It Might Get Loud”: obrigatório para qualquer fã de guitarra

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

IMGL_posterNinguém precisa ser minha namorada ou melhor amigo para descobrir que cinema e música são minhas grandes paixões. Por isso, quando estas duas vertentes se juntam, certamente a expectativa é um bom produto, tanto que alguns realmente marcaram (vide “Quase Famosos” e “C.R.A.Z.Y”). Zapeando pela internet, me deparei com este documentário abordando a evolução da guitarra durante os anos, que promete ser obrigatório para qualquer ser humano que admira um acorde do instrumento: “It Might Get Loud“, dirigido por Davis Guggenheim, do ótimo “Uma Verdade Inconveniente”.

A premissa é interessante pois foge completamente do lugar comum. A primeira coisa a se esperar seria um apanhado histórico apresentando os grandes guitarristas que já existiram, desde Chuck Berry, passando por Jimi Henrix, Eric Clapton, dentre muitos outros. Mas, qualquer figura que procurar sobre a história da guitarra pela internet ou em um livro, encontra isso fácil. O jornalista e músico Kid Vinil, por exemplo, faz isso muito bem e com linguagem simples em seu “Almanaque do Rock”, lançado em 2008 pela editora Ediouro.

A idéia de “It Might Get Loud” é impossível de ser encontrada em outro meio: reunir apenas três guitarristas, de épocas e estilos diferentes, cada um com sua devida importância. Juntos, através de um bom bate papo, troca de idéias e sons juntos, destilam suas contribuições ao rock durante o passar das décadas. E a escolha do trio não poderia ter sido melhor: Jimmy Page (Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (White Stripes).

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O jurássico Page é uma verdadeira lenda viva, responsável por, durante as décadas de 60 e 70, transformar o rock psicodélico e progressivo em algo mais pesado, dando o pontapé inicial para o heavy metal, através de riffs que ficarão eternizados até o fim dos tempos. Completo, talvez fosse a melhor definição para ele. The Edge, durante as décadas de 80 e 90, mostrou com o U2 uma fórmula de fazer um rock mais pop, através de ritmos e efeitos texturizados inéditos até então, servindo de influência para outras bandas contemporâneas como Radiohead, Coldplay, The Killers, entre outros. Um exígio produtor de singles.

Jack White, uma revelação do fim dos anos 90, é simplesmente um gênio da criatividade. Aquele adolescente de Dublin que chamou atenção com apenas dezessete anos de idade, estourou com o som indie e alternativo de sua banda, onde costuma respingar um pouco de sua rica formação em blues e country. Suas criações são curtas, cirúrgicas, precisas. Para se ter uma idéia de sua criatividade, basta conferir no trailer ele tirando  som com uma “guitarra” feita apenas com um pedaço de madeira e uma garrafa de vidro.

Acompanhar o encontro dessas três personalidades, cada uma explicando como passaram a construir seu estilo de som, deve ser uma experiência no mínimo eletrizante. Para quem toca guitarra, uma verdadeira aula. Para quem não, deverá mudar o modo simplório de como se ouve uma música, seja de heavy metal, pop ou alternativa.

O longa foi exibido no Festival de Cinema de Toronto, no Canadá, em setembro de 2008 e chega oficialmente aos cinemas americanos no dia 14 de agosto. Como nem tudo são flores, aí vem a notícia ruim: ainda não há previsão de estreia no Brasil. Quando chegar (e se chegar), deve ser em circuito fechado, ou sessão especial. Sou totalmente contra pirataria, mas casos como esse nos leva a reavaliar certas posições.

Confira abaixo o ótimo trailer do filme:

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Confirmado: Angra e Sepultura juntos, em agosto, no Siará Hall

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

sepulta-e-angra-02Ainda faltam quase dois meses, mas essa merece uma divulgação imediata: um mega show promete deixar a nação roqueira do Ceará em êxtase. Nada menos que as bandas Angra e Sepultura virão a Fortaleza para apresentação no Siará Hall, no próximo dia 15 de agosto. Calma, não é só! As bandas de abertura são tão chamativas quanto: o rock sacana do Matanza (RJ), o death metal do Krisiun (RS), o rock alternativo do Alma, e as cearenses Darkside (uma das mais conceituadas bandas de heavy metal do estado) e a atual “Bambambam” Roadsider (uma das melhores revelações do rock local dos últimos dois anos).

Tal show vem sendo comentado nas últimas semanas em muitos fóruns da internet, pelo twitter, mas até agora, não saiu o anúncio oficial. Nem mesmo na agenda de shows das bandas constam vinda a Fortaleza. Mas, em conversa com Flávio Oliveira, vocalista da Roadsider, ele confirmou que o acordo para o dia 15 de agosto já está firmado. Depois, a própria assessoria do Siará Hall não negou a informação.

Tudo não passa de uma questão estratégica para o anúncio sair quando a data se aproximar, já que a expectativa é que os ingressos voem em questão de pouquíssimos dias. Vale lembrar: em 2008, o anúncio do show da banda The Offspring em Fortaleza demorou uma lenda para acontecer, também não constava na agenda da banda, mas no fundo todo mundo já sabia que estava confirmado.

O Angra tocou em Fortaleza há muito pouco tempo, mais precisamente no último dia 2 de maio, no mesmo Siará Hall, no show da retomada do grupo. Mas isso não deve ser empecilho para a bilheteria, visto que os fãs de heavy metal são mais fiéis do que muitos religiosos. O som pode parecer batido, repetitivo, mas não interessa, eles estão sempre lá. Sem falar que é uma oportunidade única ver a banda junto com outros grandes nomes. O Sepultura, por exemplo, tem uma carreira bem mais consolidada no exterior do que no Brasil, por isso, toda vez que eles vem, é um impacto quase de uma banda internacional.

trioA expectativa é de muito som pesado e solos viajantes de Andreas Kisser, Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt (foto à esquerda), trio que, junto, já valeria o ingresso. Angra e Sepultura realizaram shows juntos no mês de maio em Porto Alegre-RS, São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-MG, Vitória-ES, e a aprovação foi geral. Então, Fortaleza fica no aguardo deles, e dos “coadjuvantes” de muito luxo que prometem uma noite completa para a ala roqueira do Ceará.

Confira um vídeo com as bandas juntas tocando “Paranoid”, clássico do Black Sabbath:

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Banda III Niño se apresenta em Fortaleza

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

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Depois que em 2008 Fortaleza finalmente se abriu para os grandes shows internacionais, começa em 2009  a leva de bandas estrangeiras a despontar em terreno cearense. No próximo domingo (21), o grupo de new metal III Niño se apresenta no Siará Hall, fechando a turnê pelo Brasil depois de passar por Brasília-DF, Rio de Janeiro-RJ, Curitiba-RS, Vitória-ES e São Bernardo do Campo-SP.

Por sinal, é duvidoso rotular III Niño como uma banda internacional. Formada em 1999, em New Jersey, nos Estados Unidos, ela tem em sua formação os brasileiros Cristian Machado (vocal) e Daniel Couto (percussão), o multiétnico Ahrue Luster (guitarra solo), os americanos Lazaro Pina (baixo) e Diego Verduzco (guitarra base), e o peruano Dave Chavarri (bateria).

Pois bem, esse “amontoado étnico” tem sido considerado uma grata revelação dessa nova – e convenhamos, fraca – geração de bandas de rock, apresentando um som que pode ser comparado a grupos como Soulfly, Slipknot e Disturbed. Ou seja: misturas de ritmos pop com distorções pesadas e vocais alternando entre o “audível” e os gritos absurdamente graves.

Ainda não é uma banda muito famosa, mas ganhou seu público fiel, principalmente no mundo underground. O primeiro álbum, “Revolution Revolución”, foi lançado em 2001, emplacando o single “What Comes Around”. Mas o sucesso veio mesmo com o segundo CD, “Confession”, lançado em 2003, que contava com o hit “How Can I Live”, que foi usado no filme “Freddy Vs Jason”. O disco foi o maior sucesso comercial da banda, emplacando outras músicas como “This Time’s for Real”.

Ill+Niño-Enigma(2007)O show de domingo faz parte da turnê do mais recente álbum, “Enigma” (o quarto do grupo, lançado em 2008), em que serão tocadas canções como “The Alibi of Tyrants”, “Me Gusta La Soledad” e “Pieces of the Sun”. Abrirão a noite as bandas: Skin Lab (SF) – Hyro da Hero (NY) , e as locais Triger to Forgget e My Fair Lady. Abertura dos portões às 18h.

Ingressos antecipados: Lojas Kangaço e All Street – (3254-2993 e 3264-2666). Contatos: (085) 3253-6439

Vamos lá: em 2008 tivemos no Ceará bandas de impacto como The Offspring, Nightwish, The Cult, Millencolin, Nazareth, Tarja Turunen, entre outros. Então, as expectativas para 2009 estavam a mil, começando o ano com Alanis Morisseti e até campanhas massivas para trazer ninguém menos que o Iron Maiden. Só que, já estamos na metade do ano e só tivemos McFly e agora III Niño. Particularmente, conheço muito poucos desses grupo.

Nada contra estas bandas, que em pouco tempo na estrada vem conseguindo um bom espaço, mas é pouco para o que se esperava. Esperamos que o segundo semestre seja compensador. Trazer nomes de impacto para o Ceará Music pode ser uma boa opção, pois só assim para o festival não cair no marasmo e lugar comum, aonde tem figurado nos últimos anos.

Confira o clipe de III Niño – How Can I Live:

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Diretor de “Área Q” chega a Fortaleza para pré-produção

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

Area Q_Nesta terça-feira (16), chega a Fortaleza o diretor do longa-metragem de ficção científica “Área Q”, Gerson Sanginitto, juntamente com sua esposa/produtora executiva/diretora de fotografia Carina Sanginitto, para visitas às locações, testes de elenco, reuniões com equipe e parceiros de co-produção.

O projeto marca a 1ª co-produção entre Ceará e Hollywood através das produtoras Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos e Estação Luz Filmes. A premissa é, no mínimo, curiosa: as aparições de discos voadores nas cidades de Quixadá e Quixeramobim, interior cearense. Por trás da produção, está um nome bastante conhecido da cena audiovisual da terrinha: Halder Gomes, responsável pelos ótimos curtas metragens “Cine Holiúdi – O Astista Contra o Caba do Mal” e “Loucos de Futebol”.

A idéia original surgiu em Los Angeles, onde Gerson e Carina residem, e estavam trabalhando num roteiro a ser filmado no estado do Arizona, abordando casos de regressões hipnóticas para análise de casos de abduções por extraterrestres. Mas, o bom cearense Halder chegou com a proposta de trazer a trama para seu território. “Quando falei dos casos recorrentes na região, das investigações que trouxeram especialistas internacionais, da beleza natural dos municípios e do interesse universal pelo tema, a decisão de criar uma nova história foi imediata, surgindo daí um projeto que se passa em Quixadá, Quixeramobim e Los Angeles, tendo um repórter americano no centro dos acontecimentos”, disse em entrevista ao jornal Diário do Nordeste.

E ele é mesmo convincente ao descrever o ar de mistério dos municípios: “A região tem uma beleza misteriosa, surreal até, e se ajusta muito bem a questão dos aparecimentos de naves extraterrestres, com os relatos de avistamentos e abduções sendo impressionantes. Outro fato: é impossível percorrer a região sem olhar para o céu”, completa.

themorgue-copyHalder e Gerson (na foto à direita, junto com Carina Sanginitto) são parceiros de longas datas. Halder foi produtor do longa “Beyond the Ring” dirigido por Gerson, e a dupla dirigiu junta o eficiente suspense “The Morgue” (filme de estréia da produtora Reef Pictures, criada por Gerson e sua esposa), que por decisão comercial da distribuidora, chegou ao Brasil em DVD com o infame título “Cadáveres 2”, apesar de não ser uma continuação. Agora, a parceria é retomada neste promissor “Área Q”, que também conta com Glauber Filho (“Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito”) como produtor executivo, Márcio Ramos (da premiada animação “Vida Maria”) que ficará responsável pelos efeitos especiais e a roteirista estreante Júlia Câmara.

A produção traz ao Brasil uma parceria inédita ao país: o incentivo da Panavision – através da sua matriz, em Woodland Hills – a uma realização nacional, que se associou ao projeto fornecendo temporariamente um dos mais avançados equipamentos de câmeras de alta definição do mundo, a Gênesis. Tal tecnologia fora utilizada em filmes como “Superman – O Retorno”, “Déja Vu” e “Apocalypto”. “Área Q” simboliza o marco de uma luta pessoal de quase 10 anos para provar aos investidores/produtores internacionais que o Ceará tem potencial para tornar-se um pólo atrativo para produções estrangeiras”, diz Halder Gomes.

Aqui entre nós: se o trabalho for bem feito (algo que, vindo de Halder existe grande possibilidade), certamente pode ser um grande marco para o cinema brasileiro e do Ceará, exibindo o território de uma maneira inédita até então, podendo estimular novas produções aqui. Agora, existe também a possibilidade de o trabalhar virar mais uma produção B ao estilo Ed Wood, expondo o Estado ao ridículo, estimulando apenas as piadas. Afinal, a temática ao mesmo tempo em que é promissora, tem margem para esses riscos. Sou confiante e acredito na primeira opção.

As filmagens começam no dia 8 de setembro.

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Alguém se lembra do baixista do Nirvana?

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

Nirvana1No fim dos anos 80 e início dos anos 90, o cenário musical mundial estava dominado pela febre do punk rock e do hard rock. Porém, um novo estilo ganhou seu espaço, fazendo uma mistura da simplicidade do primeiro com a agressividade do segundo: era o grunge. E não existe banda que represente melhor a explosão do estilo do que – perdão Alice in Chains – o Nirvana.

Há quem ame e há quem odeie. Independente do talento musical dos integrantes, não tem como negar que o trio (que lá pelo final se tornou um quarteto) conseguiu, através de melodias simples fazer hits que ficam na cabeça por dias. Que jogue uma pedra qualquer um que toca um instrumento de cordas, caso as primeiras notas aprendidas não tiverem sido a introdução de “Come As You Are”.

Fato é que  o vocalista e guitarrista Kurt Cobain, após sua polêmica morte em 1994, se tornou um ícone do rock. Seja pela sua história como músico, ou pelas atitudes extremamente descoladas ou pelo envolvimento abusivo com drogas, não tem como negar seu fardo icônico, algo que talvez fosse diferente caso estivesse vivo. O baterista Dave Grohl, se tornou vocalista e guitarrista do Foo Fighters, uma das bandas mais bem sucedidas dos anos 90-2000. Não bastasse o sucesso com as bandas, Grohl ainda é considerado um dos instrumentistas mais completos da atualidade – aqui e acolá ele ainda mata saudades da bateria, como fez em turnê com o Queens of the Stone Age, e ainda mostra que é excelente.

novaselicAgora, e o baixista? Alguém se lembra dele? Pois bem, o tempo passou e Kris Novoselic caiu no ostracismo, passando por bandas de pouca expressão como Eyes Adrift, Sweet 75 e a atual Flipper. O que poucos sabem é que Novoselic é também um ativista político adepto do Partido Democrata. Segundo o site Whiplash, ele voltou recentemente à mídia ao anunciar que está concorrendo a um cargo público para protestar contra o sistema eleitoral do estado de Washington.

Um pequeno detalhe: o partido pelo qual concorre, é fictício. Isso mesmo, não existe! Ele se inscreveu no dia 3 de junho como candidato a um cargo no condado de Wahkiakum pelo partido fictício ‘Grange Party’, com o intuito de chamar atenção sobre as políticas estaduais que dão total liberdade aos candidatos para nomearem sua filiação partidária. Pela legislação dos EUA, tal medida no mínimo estranha é permitida atualmente. Em explicação ao The Daily World, Novoselic disse que sua intenção é mostrar como a legislação atual confunde os eleitores, já que isso era ilegal anteriormente. Ah, e ele é blogueiro também: grande parte de seus devaneios políticos podem se conferidos em seu blog pessoal.

Já pensou se a moda pega no Brasil, e músicos desaparecidos inventam de ingressar na política em “partidos fantasmas”? Do jeito que tudo é uma comédia mesmo…

Vamos relembrar o Nirvana com “Heart Shaped Box”:

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Presente aos fãs de Led Zeppelin de Fortaleza

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

Black_DogFalar da cena do rock dos anos 70 e deixar de fora Led Zeppelin é quase uma heresia. A banda formada por Robert Plant (vocal), Jimmy Page (guitarra), John Paul Jones (baixo) e o falecido John Bonham (bateria), formada em 1968, não só deu uma guinada no estilo rock progressivo, como é considerada uma das precursoras do heavy metal, alternando baladas com guitarras pesadas, e muitas pegadas de blues e psicodelia. Sem dúvidas, uma das mais marcantes de todos os tempos.

Fortaleza, capital cearense, tem o prazer de receber, desde a última sexta-feira (12) e seguindo até o final deste mês de junho, a banda carioca Black Dog (foto), considerada um dos melhores grupos covers de Led de todo o país. Serão nove datas, em sete locais diferentes, e em cada um, um repertório diferenciado. A ressalva é para o show de domingo (14), no Buoni Amici’s, onde farão, exclusivamente, tributo a Deep Purple (outra grande pedida para quem curte rock’n’roll de qualidade).

Considerando que as opções de lazer em Fortaleza andam reduzidíssimas, principalmente para a cena roqueira (saudades do Canto das Tribos), e zilhões bandas underground suam feito maratonistas para conseguir chance de se apresentar, tantos ambientes abrirem seus espaços para a Black Dog é um breve sinal da qualidade dos caras. Para se ter noção, a agenda de shows no Rio já está cheia até o fim do ano.

Formada por Fernando Barreto (vocal e guitarra), Daniel Lamas (guitarra, teclados e vocal), Ives Pierini (baixo e vocal) e Christian Pierini (bateira, bandolim e violão), a Black Dog busca reproduzir com o máximo de fidelidade as complexas canções do Led Zeppelin. Para ter uma prévia da capacidade deles, pode dar uma conferida nas músicas, clicando aqui.

Durante a semana, o Centro Cultural BNB (dias 17 e 18), The Pub (dias 18 e 21), Órbita Bar (dia 19) e Maria Bonita (dia 20) recebe o som deles. Fica a dica para aqueles que apreciam o rock’n’roll que ultrapassou qualquer barreira do tempo.

Confira abaixo um vídeo com a banda tocando “Heartbreaker”:

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