O mundo perde um ícone da música
Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009
Nesta última quinta-feira (25), o mundo perdeu, aos 50 anos de idade, o ícone Michael Jackson após sofrer uma parada cardíaca. A essa altura, tudo que é site da internet e programa de televisão que se possa imaginar já veiculou algo sobre os detalhes de sua morte e, principalmente, sua importância à História musical, e teremos o assunto como pauta principal ainda por pelo menos uma semana toda. Mas, pelo valor que este popstar (ele é o único ser humano do sexo masculino digno deste rótulo) representou, não podia deixar de prestar aqui sua homenagem.
Sem muitos alongamentos, Michael representa a imagem da fama, do sucesso que marcou o fim dos anos 80 e se arrastou durante todos os anos 90. Inovou no estilo de fazer música dançante embalada com ritmo frenético e solos viajantes de guitarra; inovou no estilo de dançar (preciso citar um tal de moonwalk?!); de se vestir, e até mesmo de fazer videoclipes, cujo os mesmo eram verdadeiros curtas-metragens durando cerca de 10 minutos de duração e com toda uma trama paranóica como pano de fundo.
Foram mais de 700 milhões de discos vendidos, ficando atrás apenas de Elvis Presley e The Beatles entre os recordistas (mesmo assim, seu “Thriller” é o primeiro da lista dos mais vendidos), muito dinheiro arrecadado e uma influência única no meio. Não é à toa que músicos de renome emprestaram seus serviços de graça compondo riffs em canções que entraram para a história, como Eddie Van Halen (“Beat It”) e Slash (“Black or White”).
Mas também sejamos honestos: não é por que ele se foi, que a mídia deveria torná-lo um santo, enquanto a mesma mostrou todo o seu processo de autodestruição. Por culpa dele próprio, é óbvio, mas o mundo todo acompanhou de perto suas polêmicas. Até de cor mudou; balançou o filho bebê pela janela em frente às câmeras; fez inúmeras plásticas no rosto a ponto de ficar parecido com um macaco do filme “Planeta dos Macacos”; se viu envolvido em denúncias envolvendo pedofilia (nem o já crescido Macauly Culkin escapou da polêmica); teve seu imenso parque batizado “Terra do Nunca” queimado; e morreu deixando uma pilha de dívidas absurdas.
Uma verdade é que toda a legião que o admira (ou admirou), vai sentir falta daquele Michael que não existe há mais de uma década. Este que morreu, já há algum tempo estava no ostracismo e servia apenas de piada para filmes de comédia pastelão e programas humorísticos. Quem sabe com sua morte, agora, finalmente respeitem a sua imagem.
De qualquer forma, é impossível deixar em branco toda a influência daquele menino negro que chamou atenção com uma bela voz no fim dos anos 70 nos Jackson 5 e se transformou no astro branco mais poderoso do mundo. Agora, ele irá se juntar a outros nomes que mudaram o nosso jeito de ouvir música, como Elvis Presley, John Lennon, Janis Joplin, Bob Marley e Jimi Hendrix. Michael, vá com Deus!
Matemos saudade do astro com o clipe de “Black or White”:
Publicado em 15/06/2009 às 21:00 e está arquivado em Atualidades, Homenagem, Música. Tagged: 25 de junho, ícone, beat it, black or white, Michael Jackson, morreu, morte, parada cardíaca, popstar, slash, van halen. Pode seguir as respostas a esta entrada através do RSS 2.0 feed. Pode deixe uma resposta, ou trackback do seu prórpio site.