Devaneios Alternativos

Por Thiago Sampaio

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Conheça o bebê da clássica capa do Nevermind

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

nirvana-2008Após um certo período sem postar, e depois de levar um “puxão de orelha” do colega Nonato Albuquerque em seu blog por isso, aqui estou eu de volta. E volto desenterrando uma figura que simplesmente entrou para a História do rock, mas mesmo assim, é um anônimo. Já falei aqui em meu blog sobre a importância do Nirvana para a música (mesmo eu não sendo fã), e agora foco na figura que aparece nu na capa do disco mais famoso da banda, “Nevermind”, de 1991. Qualquer cidadão que aprecia o álbum, um marco em que simplesmente todas as suas músicas viraram singles, já se pegou perguntando quem era aquele bebê e como ele está nos dias atuais.

Pois bem, seu nome é Spencer Elden, e em 2009 completou seus 18 anos. Quando tinha apenas quatro meses, serviu de cobaia para a idéia maluca dos músicos Kurt Cobain e Dave Grohl, inspirados por um documentário sobre bebês que nasciam debaixo da água. As imagens destes nascimentos eram fortes demais, daí a banda preferiu uma foto simples de um bebê nadando. O diretor de arte Robert Fisher contratou o fotógrafo submarino Kirk Weddle para a missão, e Spencer, filho dos amigos do fotógrafo, Renata e Rick Elden, foi o escolhido. Kurt então teve a idéia de acrescentar a nota de um dólar pendurada no anzol. Se tornou numa complexa figura semiótica representando a ganância junto com a inocência do ser humano.

Na cabeça dos pais do garoto, a idéia era apenas se divertir, jogar a criança por alguns segundos na água para tirar foto para uma “bandinha qualquer”, e ainda ganhar U$ 200. Três meses depois, enquanto dirigia pela Avenida Sunset Blvd., a família Elden se deparou com um pôster do filho, com o órgão genital a mostra, na parede da tradicional loja Tower Records. Dois meses depois, a Geffen Records mandou a Spencer Elden – então com um ano de idade – um álbum de platina e um…ursinho de pelúcia (!). Coisa de louco! A capa foi tão marcante que uma edição comemorativa da revista Rolling Stone fez uma sátira usando o personagem Bart Simpson no lugar do bebê, omitindo o pênis por questão de censura. Grande fã dos Simpsons, Spencer considerou esta uma grande homenagem.“Isso, sim, foi algo realmente legal!”, disse em entrevista ao site National Public Radio.

bart-simpson-nevermind

E o garoto? Como será que leva a vida? Por incrível que pareça ele é um adolescente comum, que até hoje tenta lidar com o fardo de ter sido um ícone do rock. Além, é claro, de mais de mais de 30 milhões de pessoas que compraram o disco já terem visto suas partes íntimas. Quando não está se frustrando com vídeo games e computadores, Elden curte música — na sua maior parte techno — e diz estar “muito de saco cheio” por ainda estar no ensino médio e almeja entrar para a faculdade West Point.

É irônico, mas ele ele sente-se atraído pela era que deu a Kurt Cobain, tanta raiva. E ele justifica com o passar natural dos anos, mas sem frustração: “meus contemporâneos se concentram em jogar Rock Band no Xbox, tipo, isso não é uma banda de verdade! Essa é a diferença entre os anos 90 e os garotos de hoje; garotos no anos 90 realmente se juntavam e montavam uma banda”. E ele ainda tenta de se acostumar com os amigos chegando para ele e dizendo que pisou em sua cabeça, em um chão de alguma grande loja de CDs.

cevinSua imagem nostálgica é tão grande, que ele já foi convidado para figurar na capa de outro disco. No caso, “The Dragon Experience” do americano Cevin Key (foto à direita), quando tinha 13 anos. Obviamente, o impacto não foi o mesmo. Mas como às vezes brincar com o passado é divertido, Spencer periodicamente recebe propostas para reviver aquela capa de Nevermind. E assim o fez em novembro de 2008 para a MTV News, na piscina do Rose Bowl Aquatic Center, em Pasadena, Califórnia (primeira foto do topo). Porém, desta vez, com as partes íntimas cobertas. “É um pouco estranho pensar que tantas pessoas me viram nu. Me sinto como o maior ator pornô da história“, disse. Realmente, deve ser difícil fazer parte da História do rock, e sequer se lembrar de como foi.

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O mundo perde um ícone da música

Publicado por Thiago Sampaio em 15/06/2009

michael_jackson_Nesta última quinta-feira (25), o mundo perdeu, aos 50 anos de idade, o ícone Michael Jackson após sofrer uma parada cardíaca. A essa altura, tudo que é site da internet e programa de televisão que se possa imaginar já veiculou algo sobre os detalhes de sua morte e, principalmente, sua importância à História musical, e teremos o assunto como pauta principal ainda por pelo menos uma semana toda. Mas, pelo valor que este popstar (ele é o único ser humano do sexo masculino digno deste rótulo) representou, não podia deixar de prestar aqui sua homenagem.

Sem muitos alongamentos, Michael representa a imagem da fama, do sucesso que marcou o fim dos anos 80 e se arrastou durante todos os anos 90. Inovou no estilo de fazer música dançante embalada com ritmo frenético e solos viajantes de guitarra; inovou no estilo de dançar (preciso citar um tal de moonwalk?!); de se vestir, e até mesmo de fazer videoclipes, cujo os mesmo eram verdadeiros curtas-metragens durando cerca de 10 minutos de duração e com toda uma trama paranóica como pano de fundo.

Foram mais de 700 milhões de discos vendidos, ficando atrás apenas de Elvis Presley e The Beatles entre os recordistas (mesmo assim, seu “Thriller” é o primeiro da lista dos mais vendidos), muito dinheiro arrecadado e uma influência única no meio. Não é à toa que músicos de renome emprestaram seus serviços de graça compondo riffs em canções que entraram para a história, como Eddie Van Halen (“Beat It”) e Slash (“Black or White”).

caratulas_MICHAEL_JACKSON-THRILLER_Mas também sejamos honestos: não é por que ele se foi, que a mídia deveria torná-lo um santo, enquanto a mesma mostrou todo o seu processo de autodestruição. Por culpa dele próprio, é óbvio, mas o mundo todo acompanhou de perto suas polêmicas. Até de cor mudou; balançou o filho bebê pela janela em frente às câmeras; fez inúmeras plásticas no rosto a ponto de ficar parecido com um macaco do filme “Planeta dos Macacos”; se viu envolvido em denúncias envolvendo pedofilia (nem o já crescido Macauly Culkin escapou da polêmica); teve seu imenso parque batizado “Terra do Nunca” queimado; e morreu deixando uma pilha de dívidas absurdas.

Uma verdade é que toda a legião que o admira (ou admirou), vai sentir falta daquele Michael que não existe há mais de uma década. Este que morreu, já há algum tempo estava no ostracismo e servia apenas de piada para filmes de comédia pastelão e programas humorísticos. Quem sabe com sua morte, agora, finalmente respeitem a sua imagem.

De qualquer forma, é impossível deixar em branco toda a influência daquele menino negro que chamou atenção com uma bela voz no fim dos anos 70 nos Jackson 5 e se transformou no astro branco mais poderoso do mundo. Agora, ele irá se juntar a outros nomes que mudaram o nosso jeito de ouvir música, como Elvis Presley, John Lennon, Janis Joplin, Bob Marley e Jimi Hendrix. Michael, vá com Deus!

Matemos saudade do astro com o clipe de “Black or White”:

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